Sangue novo ou cabeças novas nas agências
Escrito por Rafael Amaral
Ben LaMothe começou a escrever um blog e seu primeiro post levanta uma questão bem interessante. Ele diz que “Newspapers need interns now more than ever“.
Alex Luna acredita que a mesma coisa está acontecendo com agências de propaganda. Que estagiários são a chave para menos respostas prontas e mais inovação.
Concordo com os dois, em partes. O que me faz discordar dos dois, também.
Acredito que para terem melhores trabalhos, as agências precisam de novas percepções. De gente mutável. Gente que quer fazer diferente, quer surpreender, quer se surpreender.
E isso nem sempre significa colocar um punhado de estagiários de terceiro ou quarto ano de faculdade, acreditando que assim vai “apimentar” a agência.
Há diversas coisas em jogo que tornam uma avalanche de estagiários inviável, como a curva de aprendizado, a falta de experiência e a solidificação de equipes. Sem contar as novas leis de estágio.
Acredito que a vontade de inovar, de aprender, reaprender e buscar melhores resultados não está presa a uma determinada idade, não é mérito de quem nasceu antes ou depois da web e não é medida pelo salário. É personalidade, perfil e atitude.
Enquanto de um lado temos os jovens, íntimos com o mundo conectado e suas mudanças na comunicação, ansiosos para entrar no mercado e mostrar o potencial, do outro temos os talentos mais experientes, com o aprendizado que só o dia-a-dia consegue trazer.
Se for para colocar minhas fichas, aposto no cara que tem vontade e capacidade de se aprimorar, seja estagiário ou CEO.
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15 Comentários to “Sangue novo ou cabeças novas nas agências”
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Bruno Delfino
January 15th, 2009 at 12:16 pmAcredito que as hot shops de sucesso como Naked, W+K e Crispin Porter são rigorosas na hora de contratar pessoas, como por exemplo, um estagiário. Eles devem avaliar bem mais a cabeça do candidato e a sua capacidade de inovação e de pensar diferente.
Acho que isso não acontece muito aqui no Brasil.
Abs
O último post de Bruno Delfino foi Tendências da publicidade VS Tendências dos consumidores
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Camilo Oliveira
January 15th, 2009 at 12:17 pmConcordo sobre os recém-formados. Mas talvez a inquietação deles não tenha efeito em todos os clientes. Alguns são bem quadrados, ou suas organizações trabalham com uma linha muito tradicional, e que não deve ser mudada.
Mas acho que o que mais precisa é acabar com essa correria que existe. Sem tempo pra sair e viver, pensar, é difícil notar as coisas na vida e ideias novas aparecerem.O último post de Camilo Oliveira foi designcoletivo: Tipografia – Inconspicuous Vertical Metrics http://tinyurl.com/9z9qjn Sensacional
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Camilo Oliveira
January 15th, 2009 at 12:21 pmDe qualquer forma, é difícil afirmar isso com pouca experiência em agência. Acho que a galera que tem pelo menos uns ~5 anos de mercado pode falar se é isso aí mesmo, ou não.
O último post de Camilo Oliveira foi designcoletivo: Tipografia – Inconspicuous Vertical Metrics http://tinyurl.com/9z9qjn Sensacional
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Tiago Moralles
January 15th, 2009 at 12:27 pmNo atual momento eu prefiro ficar com cabeças novas.
O último post de Tiago Moralles foi Microconto #40
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Rafael Amaral
January 15th, 2009 at 2:43 pmPode ser isso, Bruno. Você acha que aqui no Brasil as avaliações são mais técnicas?
Concordo contigo, Camilo, inclusive estou lendo um livro bem apropriado ao assunto, O Ócio Criativo, de Domenico de Masi. Ainda estou no terceiro capítulo mas já recomendo.
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Foncati
January 17th, 2009 at 9:53 amPois é, pode não acontecer muito por aqui, mas acontece. Avaliar a cabeça do candidato e suas capacidades é um trabalho que requer paciência, conhecimento e vivência em rede devido sua atuação fragmentada, de inúmeras pontas e conexões, bem semelhante a cabeça do candidato que deve ser mirado. Ao contrário disso, tb é maioria o número de candidatos satisfeitos com a posse do canudo e ponto. E o começo é bem maior que isso. Personalidade, perfil e atitude é um bom combustível.
Sobre sua pergunta, agências precisam sim, de sangue novo sempre e de cabeças novas, e cabeças experientes livres de vícios, afinal, mutável é condição primária do ser-humano e boa parte do que esta em nossa volta conspira para que essa condição hiberne no comodismo. Ponto fora.
Estimulos externos bolinam a mente inquieta a todo momento. Domenico manda bem na questão do ócio criativo. Eu vejo como uma inversão de valores na prática e tentarei explicar em poucas linhas
Uma mente inquieta trabalha a todo momento e as melhores condições pra isso é a vida na sua totalidade: do ensino especializado a família, amigos, paqueras, passeios, festa, silêncio, entretenimento, natureza, cidades, pequenos gestos, detalhes… Aquilo que temos como trabalho regulamentado, das 8h as 18h, passa a ser o momento de análise desses estímulos, de foco, de formatação e concretização das idéias.Esse ciclo é fundamental para aumentar o fluxo de idéias. Guardar idéias é egoísmo, outro fator que hiberna nossa condição mutável
É isso! Sábado de manhã. Se deixar fico aqui escrevendo.
Fui nessa. ( )s a todos.O último post de Foncati foi Onipresente
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Leandro Bulkool
January 19th, 2009 at 1:23 pmEu acredito que as agências estão precisando de novos perspectivas em sangue velho. Não dá para ignorar a experiência adquirida em anos de campanhas e achar que isto é discartável perante novas idéias e vontade fazer. Precisa juntar vontade de fazer com saber fazer.
Mas uma coisa eu concordo, chega de respostas prontas.
O último post de Leandro Bulkool foi Nostalgia com pipoca
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Carlos
January 20th, 2009 at 9:46 amSe esqueceram de citar os (vários) casos em que agências, principalmente de pequeno e médio porte que sobrevivem quase que exclusivamente de estagiários. Conheço diversos casos de “estagiários” que realmente levam o trabalho da agencia nas costas, mas ainda assim precisam ouvir as piadinhas de “estagnários” dos poucos “publicitários” das agências.
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Rafael Amaral
January 20th, 2009 at 4:15 pmObrigado pela participação, pessoal.
O Foncati levantou um ponto interessante, de que boa parte do que está em nossa volta conspira para nosso comodismo. Acredito ser este um ponto crucial no crescimento profissional, do assistente ao CEO. Mas vocês já devem saber disso, visto o nome deste blog ;}
Já esse problema que você citou, Carlos, acredito ter ficado no passado, visto as novas regulamentações da lei do estágio no Brasil.
Abraços!
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Rafael
January 20th, 2009 at 6:21 pmConcordo com o Carlos!
O que precisa mudar é a mentalidade medíocre de certas agências que exploram estagiários, já que são mão de obra barata. Na boa, as novas regulamentações da lei do estágio vai passar longe de muitas agências porque elas sabem da vontade que um estudante/recém-formado tem de trabalhar na área e, por isso, se sujeitam a chibata dos estágios.
Se essas agências oferecessem, no mínimo, condições dignas ao jovens que chegam, eles renderiam muito mais!
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Alex Luna
January 26th, 2009 at 4:32 pmO problema é de todas as idades: a estagnação. Há muito estagiário estagnado, que desde o colégio aprendeu a seguir as fórmulas e obedecer aos mestres. E não será nunca capaz de criar algo novo, diferente ou espetacular. Como também há velhos que eram inovadores e pararam no tempo. Cansaram, sei lá.
O importante é que os poucos que tem vontade de inovar consigam espaço pra isso, não?
O último post de Alex Luna foi Friends – …when I was backpacking across western Europe
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links for 2009-01-26 | .:The worst kind of thief:.
January 26th, 2009 at 9:36 pm[...] Agências precisam de sangue novo ou cabeças novas? | Estagiaridade Discussão no estagiariedade: de onde vai vir a inovação das agências? das cabeças de gente nova, de gente velha, ou de gente que ainda não nasceu? (tags: estagio propaganda carreira) [...]
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Aline Rufino
January 29th, 2009 at 12:37 pmNa verdade as agências tem as duas opções porém não sabem usar a seu favor. Assim criando o tal “comodismo”.
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Barbara Gama
August 11th, 2009 at 5:53 pmA realidade não é essa. A grande maioria dos jovens tem a cultura futil da web. Será que só por isso estarão habilitados a falarem com os jovens? A maioria tem preguiça de pensar. Têm o google e não pesquisam. Até hoje toda minha experiência em contratação de jovens “talentos”, foi meio furada. Mas sem generalizações com os outros. E tomando como base um programa de televisão, o aprendiz universitário, se aqueles são os melhores que puderam escolher, estaramos perdidos. Quando tinha a idade deles, não estou muito longe, era uma profissional muito mais experiente e com muito mais cultura. Acho que há palavra aqui é subestimar, o jovem subestima o velho e vice e versa. Quando os dois poderiam se apoderar um da experiêcia do outro. Tudo depende do profissional em questão. O importante é se diferenciar e o repertório é fundamental. Tem gente com 40 anos que não tem o mesmo repertório que eu, falo 4 línguas, tenho varios casos de sucesso na carreira, um vasto repertório cultural, do funk ao erudito. Estou cursando meu doutorado. Tudo veio de muito esforço e muito estudo. Perguntei muito aos mais velhos! Demonstrar interesse é fundamental! Hoje é dificil encontrar jovens assim. Principalmente porque a maioria está ná área por modismo. Não importa a idade, tenha um diferencial e destaque-se.
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lucas gabriel
October 2nd, 2009 at 11:43 pmmeu nome é lucas tenho 15 anos de idade
e tenho uma boa vontade de trabalhar por que penso assim o que serei da 06 anos sera que um medico ou um professor então esses sonho nunca saira de mim por que quero ser alguem na vida para que não ,podemos cai nesse mundo das drogas poriso nóis precissamos de uma oportunidade e espero qeu vcs possa me oferecer essa oportunidade para que um dia possa ser alguem na vida e não ser mais um ai desse mundo meu celular é esse qualquer coisa pode me ligar 6313-8693[Reply]
