Author Archives: Rafael Amaral

Self-Jabá

Estou sumido por aqui, percebeu?

Acontece que estou arrumando as malas para as primeiras férias da minha vida ~ uhu! ~ e esse negócio de viajar consome tempo, viu. Ainda mais se você resolver fazer um blog sobre a viagem. É, eu fiz.

Então me acompanhe por lá. Não vou dizer para onde vou, mas fica a dica que o blog é frombraziltoindia.tumblr.com ~ ou dobrasilparaaindia.tumblr.com se você preferir em português.

 

Comprando o intangível

Estava dando uma volta pelo Catarse ~ o Kickstarter brasileiro ~ e passei a reparar que a maioria dos projetos que vingam são produto cultural. Geralmente documentários, peças teatrais ou livros.

Olha o festival Baixo-Centro, por exemplo.

Sabe o que acho mais interessante nessa coisa toda? Lá você compra coisas que ainda não existem. Parece bobo, eu sei, mas o lance é que como você está dando dinheiro para algo que não existe ainda, você não está comprando um produto, está comprando uma história. Uma história sobre o produto.

É como dar dinheiro de verdade para comprar specials em games ou social games como Colheita Feliz.

É como pagar 4x mais em uma água mineral porque ela vem em uma garrafa verde com nome francês.

Isso não é uma crítica, que fique claro.

Eu acho linda a garrafa verde com nome francês e para muita gente o preço é justo. Pagando 4x mais o que você está realmente fazendo é incorporando um elemento à sua própria história. O que não é diferente de comprar qualquer coisa no Colheita Feliz, a não ser pelo fato de que no game fica claro que o que você está comprando não existe.

No fundo, no fundo, a gente troca dinheiro por história.

Breve história da publicidade

Você é daqueles que insistem que é difícil explicar para a mãe ou avós o que faz para ganhar dinheiro? Simples. Você cria motivos para as pessoas comprarem coisas. Ontem, hoje e amanhã.

Planning Pills #8

E esse tal de Pinterest, hein? É bom ficar de olho.

Trabalho duro: mitos

Aquele post sobre trabalho duro te incomodou? Se sim, eba! Se não, conta para mim sua opinião. Mas, antes, veja se você não se enganou com um desses 4 mitos sobre trabalho duro:

Trabalhar muitas horas faz bem

A-ham. O brasileiro fica atrás apenas do Japão em índice de burnout (estresse extremo). Isso não é nada produtivo. Isso sem falar na perda de desempenho com sobrecarga de trabalho, os impactos disso na economia e todo o discurso de iniciativas como work your proper hours day ou go home on time day.

Quem trabalha muitas horas é recompensado

Me fala uma grande agência do Brasil que paga hora extra e eu mordo a língua.

As pessoas sabem quem trabalha muitas horas e quem não

Mentira. Elas nem sempre sabem que você trabalhou no final de semana, elas não vêem você chegando mais cedo ou indo embora mais tarde. Você, sim, lembra de todas essas horas.

Trabalhar por muitas horas gera admiração

A linha é fina entre trabalhar muito tempo por necessidade ou simplesmente por desorganização ou falta de foco. Na minha opinião, um planner que fica preso à cadeira o dia todo tende a ficar pior com o passar do tempo. Esse condicionamento tira você do contato real com pessoas e da descoberta de coisas interessantes, que é o que difere você de uma linha de produção.

Entre trabalhar duro e trabalhar muitas horas existe um Brasil de diferença. Um te dá resultado, outro te dá um problema de estômago. Adivinhe qual é qual.