Benefícios, pessoas e marcas
Escrito por Rafael Amaral
Três palavras-chaves estão ganhando destaque nas minhas leituras e discussões diárias. Confesso que tais discussões deveriam ser mais frequentes e mais abordadas mas, se existem, já tem o devido valor.
A primeira diz respeito à marca. Esta deve, como o Rodrigo Coelho comentou aqui, trazer benefícios às pessoas. Independente do que ela vende, se há concorrência, o leque de benefícios oferecidos pela marca é o que entra em jogo.
A segunda insiste em mudar o conceito ultrapassado de classificar pessoas como consumidores. Pessoas são pessoas, ponto. Se a marca está tão distante das pessoas, a ponto de enxergá-las como consumidores, alguma coisa está muito errada.
Por fim, a terceira diz respeito ao papel do cliente. Muito se diz sobre o papel da agência. Que esta deve criar conteúdo da marca para as pessoas. Errado. Celso Figueiredo, entre outros, já falaram a respeito de “verdade básica” ou “afirmação básica”. O produto deve ser útil às pessoas e ter benefícios capazes de persuadí-las. Não é papel dos redatores, diretores de arte e o escambal, “mascarar” o produto com adjetivos e afirmações.
Como bem disse a Gica Trierweiler:
“O papel do anunciante é criar produtos tão valiosos e úteis que as pessoas não queiram viver sem”
E você? O que acha?
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8 Comentários to “Benefícios, pessoas e marcas”
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Rodrigo Alexandre Coelho
April 17th, 2008 at 1:56 pmO Olivetto já disse que a pior coisa que pode acontecer a um produto ruim é ele ter uma boa propaganda. Ele falava isso porque a boa propaganda fará com que o produto seja conhecido e portanto, por ser ruim, desmascarado rapidamente.
A afirmação de que o produto deve ser tão valioso e útil que se torne imprescindível é questão central, mas é a propaganda, normalmente e em grande medida, que fará com que esse produto “aconteça” no mercado, ou seja, acho que a propaganda tem sim que “adjetivar” o produto, mas mascará-lo é um tiro no pé!
Obrigado pela citação e link
Rodrigo Alexandre Coelho’s last blog post..Lowe’s: Sunnyville | Que tal construir um jardim?
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Antonio Vianei
April 18th, 2008 at 12:47 pmSou estudante de publicidade e visito blogs relacionados com a área diariamente. Gostaria de parabenizar os idealizadores do Estagiaridade. A linguagem de vcs é muito leve, o Lay-out limpo, e a construção de textos sempre com conteúdos de vanguarda. Isso faz com que o blog se torne uma importante colaboração para quem almeja ser publicitário. Hoje um meio marcado pela “mesmice”, tão carente de profissionais pensantes. Vocês conquistaram mais um leitor assíduo. Parabéns!
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Rafael Amaral
April 18th, 2008 at 1:51 pmObrigado pelos elogios, Antonio!
A participação de vocês, leitores, é o maior incentivo para o blog trazer cada vez mais conteúdo.
Grande abraço!
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Case Nextel | Estagiaridade
April 23rd, 2008 at 1:49 pm[...] Benefícios, pessoas e marcas [...]
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Marcas tem que ter colhão para se relacionar com pessoas | Estagiaridade
April 25th, 2008 at 11:30 am[...] Benefícios, pessoas e marcas [...]
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Helder Encarnação
May 2nd, 2008 at 6:13 pmEnquanto o marketing tradicional delineava a sua teorização e acção começando no produto e acabando no consumidor, o moderno tem obrigatoriamente que colocar em primeiro lugar o enfoque neste último. Muito bom o artigo!
Helder Encarnação’s last blog post..Tinto ou branco? Cheio!
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De P’s a pessoas | Estagiaridade
May 5th, 2008 at 11:36 pm[...] Helder Encarnação: Enquanto o marketing tradicional delineava a sua teorização e acção começando no produto e… [...]
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Gi
May 6th, 2008 at 9:51 pm“O papel do anunciante é criar produtos tão valiosos e úteis que as pessoas não queiram viver sem”.
Se fossem criados produtos tão bons, a propaganda não poderia ficar em último plano?
Numa sociedade consumista, como o nossa, o que verdadeiramente é relevante? Em que medida os produtos atuais são realmente necessários (úteis)?
Às vezes tenho a sensação de que o que torna um produto necessário ao ponto de alguém não (cogitar) viver sem, pode não ser a sua essência (ou utilidade), mas o conceito que envolve/embala essa essência – a propaganda.
Um exemplo comum, principalmente para mulheres sonhadoras, é quando nos apaixonamos. Corremos o risco de que seja pela idéia – de estar apaixonada ou a sensação que se tem ao vivenciar aquele sentimento – e não pelos atributos do objeto em si. Nesse caso, quando acaba o “encantamento”, percebe-se os reais contornos daquele objeto que outrora era tão atraente.Nossa imaginação pinta quadros, talvez até mais bonitos que a própria realidade…
Bom, desculpem as minhas loucuras, quem sou eu pra afirmar qualquer coisa, só expressei minha opinião…Não são retóricas, são realmente dúvidas e/ou pensamentos que talvez estejam no caminho errado.
Assim como o Antônio Vianei, sou estudante e sempre procuro Blogs de publicidade. Este aqui foi um verdadeiro achado! Quando descobri, acreditei tratar-se de um Blog voltado unicamente aos estagiários(vida de…hehehe), mas felizmente descobri que vai além, principalmente ao suscitar reflexões sobre o papel da propaganda entre outras! Parabéns!!!
abs,
Gi
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