Cuidado com a cegueira

Vi o desenho acima no Indexed e achei importante compartilhar. Tem tudo a ver com a citação do Keith Haring que destaquei. A gente dá tanta bola para as idéias gigantescas e geniais que acabamos ofuscando os acontecimentos e insights também sensacionais do dia a dia. Pense, planner.

Quem quer ser Young Planner?

Preciso te contar, assistir ao Young Planners 2010 pela primeira vez mexeu comigo.

Só de imaginar o frio na barriga de todos os finalistas na hora de subir ao palco e o orgulho que cada um sentiu contando suas histórias já movimenta. Mas o que despertou vontade não tem nada a ver com glamour. Tem a ver com aperfeiçoamento.

Vontade de fazer parte. De dar o trabalho a tapa para muito planner de respeito.

E de olho nas próximas 5 chances antes dos tais 28 anos, deu para sacar alguns caminhos bacanas que os finalistas percorreram.

#1 Young Planner é o candidato.

Não é o case, a agência ou as muitas pessoas envolvidas. Por isso, todo finalista soube contar muito bem a sua história dentro do case, valorizando a própria participação.

#2 Contar história conta pontos.

Muitos pontos, mesmo. Sem tirar o mérito dos outros finalistas, quem estava lá lembra da reação da plateia com a apresentação do Tiago Lara. Construir e articular a história é determinante.

#3 Tem espaço para qualquer planner

Pode ser atl, btl, digital, social media, multidisciplinar, etc. Se é planner, pode chegar.
E pode chegar com vontade, independente da nomenclatura e do cargo.

Se você também se convenceu a participar, aproveite para ver os cases do ano passado enquanto o GP não sobe os cases de 2010.

O que rolou no Young Planners 2010

Na última semana rolou o Young Planners 2010. O dia do ano que te dá a chance de assistir aos finalistas da etapa nacional da categoria planejamento do Festival de Cannes, para menores de 28 anos.

Nesse ano o palco teve Francisco Champs, Tiago Lara, José Lucas e Carla Link. Cases para produtos bastante diferentes: Orkut, Fiat Palio, Unibanco Universitário e Detran-RS.

De olho nos projetos, deu para sintetizar três pilares: storytelling, talkability e compreensão do problema.

Storytelling não é papo novo e dobrou a língua de quem achava que era passageiro ou coisa de publicitário descolado. Nos projetos e nos formatos para contar os cases, construir e contar história mostrou corpo e respeito.

Resultado das boas histórias foi o talkability. Case bom é obrigatoriamente case que dá vontade contar para o planner, o criativo, a namorada, a mãe e a vó.

Por último, uma postura obrigatória para o planejamento. Nada de correr para a solução sem antes entender direitinho o problema do cliente, produto, agência. Comprendes?

Web memes – O que as pessoas compartilham

Um overview sobre os maiores memes da internet. Uma aula de talkability direto da onlineuniversity.org.

Planner visita: exposição Keith Haring

Domingo é meu dia preferido para passeios culturais. Nada de compromissos, ritmo tranquilo e coisas novas para arejar a cabeça.

Na última oportunidade, conferi o FILE, a Expo Turma da Mônica e a Ocupação Regina Silveira. Conteúdo bacana, mas o que mais me interessou foi a passadinha pelo Conjunto Nacional para ver a exposição de obras do Keith Haring.

Fora conhecer a fundo a história e a trajetória profissional do artista, duas colocações em especial me provocaram sobre atitudes importantes para um planner e eu precisava dividir com você:

Children know something that most people have forgotten. Children possess a fascination with their everyday existence that is very special and would be very helpful to adults if they could learn to understand and respect it.

Everytime I make something I think about the people who are going to see it. Everytime I see something I think about the person who made it.