Conteúdo branded, sem brand?

Vou levantar assunto passado. Lembra do viral Rear View Girls, da Levi’s?

Uma idéia muito boa, sem dúvida. É só sair às ruas para ver que homem confere bunda de mulher. Mas quantas vezes isso acontece sem que elas percebam, né?

Foi rever alguns elogios à ação, como aqui e aqui, e me veio a questão: qual a vantagem em se fazer um vídeo como esse, conseguir 5 milhões de visualizações e não poder falar nada sobre a marca?

O vídeo ganhou o primeiro lugar no Video Viral do Ad Age e isso é, sim, memorável. Mas não me convence a acreditar que uma ação que não falou nada sobre a marca teve, de fato, tal sucesso.

No Youtube a primeira impressão é crucial. Praticamente ninguém usa a função subscribe para voltar e ouvir o resto da história quando – se – eles resolvessem revelar a marca.

Por outro lado, Black Mamba, da Nike, mandou muito bem. A presença da marca combina perfeitamente com a narrativa da história.

Conclusão: não acho que as pessoas realmente se importem com conteúdo branded, contanto que seja divertido.

3 Comments

  • March 23, 2011 - 10:36 am | Permalink

    Se a marca entra para melhorar a história ninguém liga.

    Foi assim com Náufrago, com Pulp Fiction e com muitos outros filmes.

    Mas isso é a exceção, e não a regra.

    [Reply]

    Rafael Amaral Reply:

    Pois é, Bruno.
    Mania do modelo antigo de comunicação?

    [Reply]

  • March 29, 2011 - 10:28 am | Permalink

    Não faltam product placements. Faltam bons product placements.

    [Reply]

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