
Nas últimas semanas, dois big shots do mercado mudaram de cadeira: Ken Fujioka foi para a Loducca e Fernand Alphen foi para a JWT. Acho legal o termo big shot. Dá pra entender que eu admiro, mas não fica aquela sensação de baba-ovo.
No meio disso tudo, a Thaysa mandou um post bastante provocador sobre a alta rotatividade no nosso mercado. Não que seja o caso dos grandões aí de cima, mas aposto que você tem algum amigo que trocou de agência nos últimos 3 meses. Ainda mais aqui em São Paulo.
Ela levantou vários questionamentos sobre porque diabos tanta gente muda de emprego com tanta frequência. E de que forma isso afeta o desenvolvimento profissional. Para o bem e para o mal.
O pessoal da minha safra vive muito disso. A galera de 85 a 90.
E os motivos são os mais diversos: dinheiro, nome da agência, nome do diretor, contas, curiosidade, localização, CLT, etc. Já vi gente trocando de agência porque o café era muito ruim. Mentira, mas deve ter alguém por aí, com certeza, a contar da falta de carinho que essa área recebe.
Gosto de olhar esse movimento com otimismo. E fica mais fácil explicar com relacionamentos.
Duas gerações atrás era comum os relacionamentos durarem décadas. O vovô e a vovó que se amavam incondicionalmente.
Bullshit. Quanta gente não ficou junto por imposição social ou comodismo? Hoje é diferente. Garotada fica nessa noite, 2 semanas é namoro e em 3 meses é passado.
Quando não acaba é porque está legal.
Parece que de uma forma ou de outra a gente acaba transferindo esse comportamento para a vida profissional. É uma mistura do impulso jovem por mudanças com a ingenuidade inconsequente.
Olhando por cima acaba sendo um grande mérito da profissão: ter essa liberdade facilitada de experimentação. Deve ser por isso que as cadeiras das agências têm rodinhas.
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18 Comments
Na criação, a gente faz isso há mais tempo. Os gravatas é que não mudam (mudavam) tanto.
E digo isso do alto da minha mudança, que não termina de acabar.
O último post de Alex Luna foi: Porque não dá pra morar em São Paulo
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É complicado essa rotatividade no mercado mesmo e vejo que isso complica para quem também não tem rotatividade. Sou formado em publicidade e desde o final de 2003 eu “só” troquei de empresa 3 vezes. E muitas vezes quando visito uma agência hoje em dia, algumas parecem questionar achando que isso é muito pouco.
No final, acredito que o mercado perde muito nos trabalhos a longo prazo, pois vejo muitas empresas não trocarem de agência para justamente não perder rumo de seus trabalhos e a agência em contrapartida tem seus funcionários entrando e saindo o tempo todo.
Quando você trabalha mais tempo com o mesmo cliente e a mesma equipe, consequentemente você acaba tendo melhores insights e talvez, ao invés de fazer o que o cliente pede, chegar para o cliente “nós da agência pensamos na seguinte ação, topa?”. Surpreender o cliente com uma idéia que ele não pediu, mostra para ele o quanto você se importa com ele e esse é um ponto que pouco vejo alguém explorar.
Concordo que também há o lado bom disso tudo, mas existem pontos que merecem ser questionados.
E aproveitando que quase nunca comento, mas sempre estou lendo. Parabens pelo post e pelo blog. ;D
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Rafael Amaral Reply:
April 28th, 2011 at 10:56 am
Olá Kevin!
Você tem um belo ponto.
Os benefícios pessoais geralmente são opostos aos benefícios corporativos, nesse caso.
Obrigado pela visita ;}
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Thaysa Azevedo Reply:
April 29th, 2011 at 8:37 pm
Kevin! Muito bom! Concordo com seu ponto de vista. Se conseguirmos formar uma equipe que “dá liga”, a tendência é que todos ganhem com o aprofundamento das relações. Principalmente, a agência. A equipe terá cada vez mais sintonia e este contexto ajuda a criatividade a fluir melhor. Mas, é claro que passar por outros lugares agrega e muito! Mais do que o número de vezes que você muda, acho que o que deve contar são as experiÊncias absorvidas em cada lugar e o que você conseguiu transformar em você de um lugar para o outro. Abs
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Às vezes dá vontade de voltar pra RMG só porque lá tinha máquina de café Nescafé.
(Rapaz, o chocolate quente era uma delícia).
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Até acho que se não gostou, tem que trocar mesmo, e se empenhar em fazer algo que acredita, que dá vontade de sair do quentinho da cama todos os dias da semana, que os olhos brilham e fazem você pensar no trabalho achando legal pensar no trabalho no final de semana.
Mas tem uma linha muito tênue entre: “mimimi não é como eu quero, não brinco mais” e o “não estou gostando por motivos razoáveis, aceitáveis e sérios” nos profissionais de 85~90.
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Rafael Amaral Reply:
April 28th, 2011 at 10:58 am
Assiste Into the Wild pra você ver se não fica mais confuso ainda. ;}
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cara, será que por eu ser de uma geração a menos (dos 80 a 85), tendo a encarar as coisas com uma pitada de romantismo?
acho que estar uns bons anos num mesmo lugar, especialmente pra nós, planners, é a oportunidade pra ver o desenvolvimento de um patamar estratégico de fato. começar a entender o mecanismo, os jogos, os interesses e o pensamento por trás de tudo leva tempo e jogo de cintura… pra só daí você começar a mexer o leme na sua direção. vovô e vovó foram casados por 50 anos porque deviam ser acomodados, sim… mas em nome dessa comodidade aprenderam a ser tolerantes, a perdoar os erros um do outro, a crescer mais em “equipe”.
daqui do meu lado, no verão passado, eu estava sim em outra agência. nunca trabalhei 2 anos no mesmo lugar. e meus avós se divorciaram após 20 anos de um casamento bem estável. mas não deixo de esperar a chance de poder viver feliz pra sempre, desde que seja feliz de verdade.
O último post de raquel almeida foi: ser sintético e não ser superficial
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Rafael Amaral Reply:
April 29th, 2011 at 10:16 am
Sabe que eu também gosto disso?
Principalmente se você consegue trabalhar ao lado de pessoas muito boas. Profissionais que você admira. Aí o crescimento é bem mais estruturado.
No fim, são tantos os fatores determinantes. E quem pode dizer o certo e o errado, não é?
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Muito legal Rafael! Adorei o seu post! Principalmente essa analogia que você fez entre carreira e relacionamento! Super interessante!
Beijos e obrigada pelo comentário! Thaysa
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Seu texto é limitado.
Nele você alega características naturais de muitos senhores de cabelos brancos, como peculiares a uma molecada.
A vida é feita de trocas. O vovô e a vovó se quiserem se separar… o fazem. Está cheio de vovó e vovô na internet.
Trocar ou não trocar a sua situação.. seja empregatícia.. ou seus relacionamentos interpessoais… é algo comum, do ser humano inquieto e invejoso, que sempre quer algo mais… o capitalismo faz isso com os moleques… e com os vovôs. Sua analogia é bem superficial,… pense mais… pense mais.. planner.
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Rafael Amaral Reply:
July 13th, 2011 at 12:24 pm
Me manda um mail?
Você parece ter ideias interessantes.
Abraço.
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Gostei do seu ponto mas esse movimento acaba gerando outras implicações como por exemplo: sabendo que ninguém fica muito tempo a empresa não investe nem se interessa na satisfação dos seus funcionários, “somos desse jeito e quem não gostar pode ir embora”. Uma relação comoda engraçada para um mercado de empresas “dinâmicas”.
Outro é a cultura que para crescer, naté mesmo em salário, é preciso trocar de empresa, afinal ninguém dá muito atenção á equipe mesmo… e “tem uma fila de gente querendo entrar aqui…”
Concordo com o Kevin que uma relação duradoura pode ser a melhor tanto para empresa quanto para funcionário, afinal ela pode criar desde estagiário um profissional que conheça a cultura da empresa e seus clientes e para o funcionário a empresa pode criar um plano de carreira onde mesmo que seja dentro da agência ela pode obter desafios diferentes e ter o crescimento que antes só se encontrava na grama do vizinho…
Parabéns pelo blog!
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Rafa, você faz parte dessa tal de “juniorização” que a Thaysa mencionou no blog dela?
beijos.
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Troll Junior Reply:
May 3rd, 2011 at 2:15 pm
Claro que faz. O Rafa é o junior favorito da sociedade planner.
O último post de Troll Junior foi: “eu adoro um nerdinho”
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Troll Reply:
May 4th, 2011 at 10:21 am
Ah! Tem até sociedade? Tipo, Cagadores de Regras Anônimos? “Ohhh.. hoje passei o dia sem cagar uma regra e ler uma pesquisa!!… hoje aprendi que o nome no Brasil é PLANEJUMENTO. e não “plaaaaaaaaanner”.
VIVA O CRA.
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Troll Junior Reply:
May 4th, 2011 at 11:46 am
Tem associação com carteirinha e tudo. quer uma?
O último post de Troll Junior foi: “eu adoro um nerdinho”
Eu quero. Não posso ficar de fora de nenhuma moda. E além disso sou wannabe… então tenho que pertencer!
Please, add meu nomezinho nessa society!
Ms. Trolla Jumentina Planejenta da Silva
tá aqui minha fotinha: http://img683.imageshack.us/img683/4607/asshole1520346.jpg
Aguardo carteirinha!!
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