O que as pessoas querem

Henry Ford disse:

If I’d asked my customers what they wanted, they’d have said a faster horse.

Steve Jobs disse:

You can’t just ask customers what they want and then try to give that to them. By the time you get it built, they’ll want something new.

Tanto Ford como o CEO da Apple têm posições muito fortes sobre como lidar com a vontade das pessoas.

Embora faça sentido pensar em perguntar ao público de uma marca o que é que eles querem, 10 minutos fazem a idéia parecer um tanto absurda.

Afinal, as pessoas não sabem exatamente o que querem. O próprio sentido de querer alguma coisa é subjetivo.

Acaba que a gente encontra respostas imediatistas que podem não ser exatamente o que as pessoas querem para o futuro, como um jantar no restaurante do Alex Atala hoje à noite.

Assim como benefícios para o futuro que não tem nada a ver com o que passa pela cabeça dela hoje, como segurança financeira.

E nós, que não temos idéia por onde começar a entender esse comportamento irracional, apelidamos carinhosamente o bando de dados de “pesquisa”.


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  • 12 Comentários to “O que as pessoas querem”

    1. Felipe Gavronski
      February 2nd, 2010 at 9:02 am

      Andou lendo Blink, do Malcom Gladwell esses dias?

      Se não leu, o segundo capítulo do livro fala sobre isso ;D

      Abraços

      [Reply]

    2. Rafael Amaral
      February 2nd, 2010 at 9:05 am

      Poxa, que coincidência.

      Acabei de ler Onipresente e resolvi pegar Blink na prateleira para começar hoje.

      Valeu a dica.

      Qual seu ponto de vista sobre o assunto?

      Abração!

      [Reply]

    3. Camila GSS
      February 2nd, 2010 at 1:26 pm

      Se alguém me perguntasse o que eu quero hoje, eu certamente diria que queria uma roupa com ar-condicionado embutido. Mas isso não significa que eu compraria algo do tipo haha.

      Porém eu acredito que as pessoas estão sempre dando dicas sobre o que elas *realmente* querem, dicas bem sutis transmitidas pela maneira que elas usam um produto ou se relacionam com uma marca.

      Outro dia, andando de bicicleta na praia, vi que um desses vendedores ambulantes de cachorro-quente Geneal tirava suas Havaianas antes de começar a andar na areia tentando vender seus deliciosos sanduíches.

      Ele não poderia pendurar seus chinelos no isopor de Geneal e muito menos deixá-los ali em algum quiosque esperando seu retorno.

      Então o vendedor pegou suas Havaianas, desprendeu um dos elos das tiras e amarrou uma de cada vez em seus tornozelos.

      Acho que isso mostra bem que a partir do momento que um produto entra no mercado, ele deixa de ser aquilo que a empresa *queria* que ele fosse pra se desdobrar em usos, utilidades e manuseios infinitos, ditados pelas mentes criativas e inventivas de quem os compra/possui.

      Agora, quando você consegue identificar essas tendências de utilização antes do produto ir para as ruas… aí você tem em mãos uma puta estratégia.
      O último post de Camila GSS foi: Quais são os impactos das midias sociais?

      [Reply]

    4. joaocaetano
      February 2nd, 2010 at 4:59 pm

      Esse post me trouxe uma inquietude no espírito
      O último post de joaocaetano foi: Perfil brasileiro nas redes sociais.

      [Reply]

    5. Mauricio R. Gouvea
      February 3rd, 2010 at 10:13 am

      Eu acho que a culpa não é das pessoas responderem algo que elas não querem realmente, e sim as perguntas que estão erradas.

      O bom planejador é aquele que sabe fazer as perguntas certas.

      [Reply]

    6. Rafael Amaral
      February 3rd, 2010 at 10:49 am

      Olá Camila!

      Você tem um ponto interessante, quando negócio.

      Sobre comunicação, como você aplica isso? Tentativa e erro?

      Beijo!

      [Reply]

    7. Rafael Amaral
      February 3rd, 2010 at 10:51 am

      Olá João Caetano!

      Gostei disso. Conta pra gente o que provocou em você.

      Abração.

      [Reply]

    8. Rafael Amaral
      February 3rd, 2010 at 10:56 am

      Maurício, você diz formular as perguntas de outra maneira ou obter a resposta através de observações, experiências, etc?

      Abraço!

      [Reply]

    9. Mauricio R. Gouvea
      February 3rd, 2010 at 12:12 pm

      Rafa,

      O que eu tava querendo dizer (e acabei escrevendo algo meio confuso pq foi na pressa) é que eu acho que as pesquisas podem ajudar no sentido de se mapear algumas tendências de comportamento e de consumo, mas não acredito muito nelas como termômetro pra se medir o sucesso de uma campanha ou de um produto.

      E também tem outro ponto importante pra se falar que é a facilidade de se testar mais as idéias ao invés de se perder tanto tempo em pesquisa. Pra ajudar no raciocínio, vou colocar aqui uma coisa que o Chuck Porter falou uma vez e que eu acho fucking great:

      “1. A grande vantagem da internet para os profissionais de marketing é que ela é um focus group de milhões de pessoas. Através da internet você testa em tempo real suas idéias e vê quais delas as pessoas mais gostam.”

      Foi o que a CP+B fez, por exemplo, com Subservient Chicken.

      Confundi mais ainda? :¬]

      [Reply]

    10. Rafael Amaral
      February 3rd, 2010 at 12:24 pm

      Entendi.

      É, então, o sistema de tentativa e erro com planejamento baseado em observação de comportamento para minimizar o risco, certo?

      Abraço!

      [Reply]

    11. cottonboy
      February 3rd, 2010 at 2:23 pm

      Uma vez, numa palestra, o palestrante disse:

      “O Cliente não sabe o que ele quer. Você precisa supreender o cliente. Se o Mc Donalds fosse perguntar para o cliente brasileiro o que ele quer, seria a maior franquia de feijão e arroz do mundo, pq brasileiro nao come picles, pão com gergelim, molho especial…”

      E não é que é?

      [Reply]

    12. Rafael Amaral
      February 3rd, 2010 at 3:17 pm

      Olá Cottonboy!

      Faz sentido, hein.

      E como a gente escolhe entre pão com gergelim e pão do padre?

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