Quem conta um conto aumenta um ponto
Escrito por Rafael Amaral
Grandes mudanças estão marcando o mundo da comunicação. Convergência é a palavra que dita um novo comportamento nesta época. Um tempo em que os consumidores buscam e reúnem conteúdos de diversas fontes para criar um novo cenário. Um ambiente marcado pela dispersão de informação, característica da sociedade contemporânea.
E nessa complexidade o conceito de Transmedia Storytelling ganha força. Contar histórias em plataformas múltiplas de mídia torna-se uma estratégia focada em marca como conteúdo. E não marca com conteúdo ou patrocinando conteúdo, como disse Maurício Motta.
O ramo do entretenimento traz grandes cases de sucesso de Transmedia Storytelling. The Lost Ring, Heroes, Batmans: The Dark Knight e o recente GP em Cyber, Year Zero, são apenas alguns exemplos.
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=EPFazuDelY4[/youtube]
Mas a estratégia não se limita ao setor. Nem mesmo seu sucesso.
Happiness Factory, da Wieden & Kennedy para Coca Cola, assume a proposta de ser uma história evolvente, recheada de personagens e que pode ser trabalhada em diversos pontos de contato. Tanto é que foi tema de palestra da agência no Palais em Cannes.
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=R1NnyE6DDnQ[/youtube]
Contar histórias não deixa de ser, ao meu ver, um dos princípios da publicidade. Todo o rebuliço que a web anda fazendo atualmente não se trata de revolução. É evolução. É trazer as histórias que eram contadas através de spots, prints e jingles para todos os pontos de contato com as pessoas. É fazer a marcar criar sua própria mitologia com a participação de seus seguidores e, dessa forma, perpetuar sua própria história.
Artigo originalmente publicado na Casa do Galo
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2 Comentários to “Quem conta um conto aumenta um ponto”
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Bruno Scartozzoni
July 10th, 2008 at 12:00 pmToda essa história de transmedia storytelling dá muito pano pra manga e, em certa medida, realmente é uma evolução.
O que as pessoas ainda não sacaram é que o componente storytelling (conteúdo) é tão o mais importante do que o componente transmedia (forma).
Não se trata apenas em colocar uma mesma mensagem em vários formatos, de forma que se complementem. A própria estrutura da mensagem está mudando, assumindo cada vez mais uma cara de narrativa.
O último post deBruno Scartozzoni foi A FLIP (definitivamente) não flopa
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Rafael Amaral
July 10th, 2008 at 1:08 pmOlá Bruno!
Disse bem. Até porque o transmedia, em essência, não é novidade.
Obrigado pela visita!
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