Quem conta um conto aumenta um ponto

Grandes mudanças estão marcando o mundo da comunicação. Convergência é a palavra que dita um novo comportamento nesta época. Um tempo em que os consumidores buscam e reúnem conteúdos de diversas fontes para criar um novo cenário. Um ambiente marcado pela dispersão de informação, característica da sociedade contemporânea.

E nessa complexidade o conceito de Transmedia Storytelling ganha força. Contar histórias em plataformas múltiplas de mídia torna-se uma estratégia focada em marca como conteúdo. E não marca com conteúdo ou patrocinando conteúdo, como disse Maurício Motta.

O ramo do entretenimento traz grandes cases de sucesso de Transmedia Storytelling. The Lost Ring, Heroes, Batmans: The Dark Knight e o recente GP em Cyber, Year Zero, são apenas alguns exemplos.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=EPFazuDelY4[/youtube]

Mas a estratégia não se limita ao setor. Nem mesmo seu sucesso.

Happiness Factory, da Wieden & Kennedy para Coca Cola, assume a proposta de ser uma história evolvente, recheada de personagens e que pode ser trabalhada em diversos pontos de contato. Tanto é que foi tema de palestra da agência no Palais em Cannes.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=R1NnyE6DDnQ[/youtube]

Contar histórias não deixa de ser, ao meu ver, um dos princípios da publicidade. Todo o rebuliço que a web anda fazendo atualmente não se trata de revolução. É evolução. É trazer as histórias que eram contadas através de spots, prints e jingles para todos os pontos de contato com as pessoas. É fazer a marcar criar sua própria mitologia com a participação de seus seguidores e, dessa forma, perpetuar sua própria história.

Artigo originalmente publicado na Casa do Galo


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  • 2 Comentários to “Quem conta um conto aumenta um ponto”

    1. Bruno Scartozzoni
      July 10th, 2008 at 12:00 pm

      Toda essa história de transmedia storytelling dá muito pano pra manga e, em certa medida, realmente é uma evolução.

      O que as pessoas ainda não sacaram é que o componente storytelling (conteúdo) é tão o mais importante do que o componente transmedia (forma).

      Não se trata apenas em colocar uma mesma mensagem em vários formatos, de forma que se complementem. A própria estrutura da mensagem está mudando, assumindo cada vez mais uma cara de narrativa.

      O último post deBruno Scartozzoni foi A FLIP (definitivamente) não flopa

      [Reply]

    2. Rafael Amaral
      July 10th, 2008 at 1:08 pm

      Olá Bruno!

      Disse bem. Até porque o transmedia, em essência, não é novidade.

      Obrigado pela visita!

      [Reply]

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