
Alex Luna é um grande amigo que admiro e tem um post que adoro: Desista.
Se acha que o bom é o suficiente, se acha que ser a melhor da classe, do bairro ou da cidade é suficiente, se acha que fazer tudo o que pode é suficiente, se acha que o suficiente é suficente, então desista. Suficiente é pouco. Suficiente é merda.
Sempre me pego pensando nessas palavras. Mas talvez elas não sejam suficientes.
Se eu tivesse que dar mais um motivo para alguém desistir de publicidade, desistir de planejamento estratégico, seria a apatia e resistência às mudanças do mundo. O preconceito e a falta de entusiasmo sobre novas tecnologias, novos comportamentos e novas culturas.
Não adianta resistir. E se você insistir em ficar acomodado, uma hora ou outra vai dar merda, capitão.
As pessos mais admiradas no nosso mundinho se atualizam a todo o momento. E é verdade que para elas, para mim e para você, fica mais difícil a cada aniversário. Não dá para evitar.
Isso porque tudo o que existe no mundo quando a gente nasce é normal. O que é inventado até mais ou menos os 30 anos parece super criativo, visionário, o futuro. E muita gente faz dinheiro disso.
Aí quando você fica mais velho, as novidades começam a parecer que vão contra a lógica natural das coisas. É mais difícil compreender, aceitar e tirar proveito. Mas se elas vingam por alguns anos, você passa a aceitar.
Isso funciona para eletrônicos, celulares, entretenimento e até música. Aos sábados eu jogo tênis com o Diego Jock e o garoto que trabalha lá não faz ideia do que seja a banda Nirvana, mas conhece o disco inteiro do Luan Santana.
Então se você não curte o Meteoro da Paixão, tudo bem, eu também não sou fã. Mas se tem o hábito de achar que no seu tempo é que as coisas eram boas, desista.
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3 Comments
Gostei da citação.
É o importante é ficar purgando e filtrando a galera que não tem vontade de fazer, né?
O último post de Alex Luna foi: ¿por que te vas
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Já que o assunto é relacionado, um post no blog da Bullet com uma listinha rápida de gerações vs gadgets.
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Não sou muito de ficar citando ditados populares (já que eles muitas vezes são auto-contraditórios), mas um deles que se adapta à situação é “pedra que rola não cria limo”.
O que é futuro para um é passado para outro e presente para outro.
Cabe a cada um se adaptar a cada vez mais frequente inovação tecnológica.
Nem que para isso se precise instalar o Windows trocentas vezes no pc porque ele veio estragado de fábrica e todo mundo ao seu redor fica dizendo “É vírus! É vírus!”.
Faz parte.
Até mais.
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