Ontem foi o dia de se falar sobre o fail da chuva de twix. Se você não acompanhou, entenda a história.
Enquanto a poeira estava alta, muito foi dito sobre ser test drive de flashmob para promo, da falta de cuidado com a execução, do tumblr porratwix, bla bla bla, whiskas sachet.
A ideia não é diminuir o trabalho dos colegas planners, ainda mais porque eu nunca fiz chover Twix na Avenida Paulista.
Entretando, acho bacana a gente levantar alguns learnings, e uma coisa que sempre me incomoda é o argumento que aparece em toda ação que aparentemente dá errado:
Ninguém vai deixar de comprar (insira a marca) por isso.
Incomoda porque é ingênuo e superficial. É como inverter o raciocínio e dizer que ninguém vai comprar Twix por causa disso:
Os focos são diferentes, embora o objetivo final seja o mesmo.
Em uma experiência desse tipo a gente mexe com credenciais da marca, emoções dos consumidores e construção ou desconstrução da reputação do produto.
É bem provável que quem ficou de fora do evento tenha comprado um twix no semáforo, mas isso não cura o sentimento de decepção que, em um pensamento raso, será determinante para o envolvimento em uma nova proposta de experiência com a marca. E não só para quem foi à Paulista.


Home